INDÚSTRIA DO PETRÓLEO DEVE CRIAR 500 MIL VAGAS DE TRABALHO EM CINCO ANOS!

INDÚSTRIA DO PETRÓLEO DEVE CRIAR 500 MIL VAGAS DE TRABALHO EM CINCO ANOS!

De acordo com o noticiado pelo site G1, em 20/11/2017 às 21h09, os leilões de novas áreas de exploração devem aquecer mercado. Até 2021, devem entrar em operação no pré-sal 20 plataformas.

(http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/11/industria-do-petroleo-deve-criar-500-mil-vagas-de-trabalho-em-cinco-anos.amp)

Analistas do mercado de trabalho estimam que a indústria do petróleo vai ajudar a produzir meio milhão de empregos nos próximos cinco anos, principalmente por causa do pré-sal.

Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio. Todos os dias, centenas de passageiros se apresentam para o embarque: trabalhadores do petróleo.

Antes de fazer a reportagem, a gente precisa vestir um macacão, que é um equipamento de segurança. Decolamos em direção ao Campo de Lula, na Bacia de Santos.

Cerca de 500 pilotos e copilotos de helicóptero trabalham nessa indústria, além de centenas de comissários, técnicos e mecânicos de aeronave. Uma hora e dez minutos depois, vemos o navio-plataforma Cidade de Itaguaí, um gigante do tamanho de três campos de futebol.

E 20 plataformas como ela devem entrar em operação no pré-sal até 2021. Cada uma pode produzir 150 mil barris de petróleo por dia. O navio é conectado a seis poços produtores. As reservas estão a sete quilômetros de profundidade.

O navio é todo dividido em módulos. Tem uma unidade geradora de energia elétrica capaz de iluminar uma cidade de 250 mil habitantes. Dentro tem mais de 21 mil equipamentos, quase todos controlados à distância. Por isso, são necessários profissionais altamente especializados: engenheiros, mecânicos, técnicos em eletrônica, gente disposta a passar todo o mês, duas semanas longe de casa.

A Bruna já se acostumou ao revezamento.

“A gente tenta amenizar a distância da família, a distância de casa, os amigos, o confinamento, sendo uma família realmente a bordo”, diz a engenheira química Bruna Pacheco.

Menos de 10% da tripulação é de mulheres. A Carla testa o óleo do pré-sal.

“O óleo daqui é excelente”, afirma Carla.

No coração do navio tem engenheiros e técnicos; no convés, equipes de emergência e de manutenção. O pessoal da pintura luta contra a ferrugem. Um batalhão que precisa comer: são 40 mil refeições por ano. O Zé Ricardo lava a louça.

Vale a pena porque a gente está levando sustento para casa”, conta.

Nos últimos anos, o setor já perdeu quase meio milhão de empregos, mas leilões de novas áreas de exploração devem aquecer o mercado.

“Para cada US$ 1 bilhão em investimento, 25 mil e poucos empregos são gerados. Então a gente imagina, fazendo uma conta rápida, que nos próximos cinco anos, não é de forma linear, mas a gente vai ter aí perto de 500 mil empregos novos sendo gerados”, explica Cláudio Makarovsky, diretor da Abespetro, a Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Petróleo.

E você, já pensou em trabalhar numa plataforma?

“No início você vai encontrar muitos desafios até se acostumar a essa rotina. É legal, eu gosto muito”, resume Bruna.

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